Rotary Club de Andirá
Valdemar Jensen

Galeria de presidentes

Valdemar Jensen

  • 1974/75
  • 2000/01
  • 2001/02
Nascimento
29/09/1939
Naturalidade
São Paulo-SP
No Rotary desde
09/1972
Falecimento
13/05/2002

Síntese biográfica

Valdemar Jensen, engenheiro agrônomo, filho de Ejnar Axel Jensen e dona Inger Johnson Jensen, nasceu em São Paulo-SP no dia 29 de setembro de 1939. Fez os estudos elementares em São Paulo e foi estudar agronomia na famosa Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo. Depois de formado começou a carreira na empresa Refinações de Milho, Brazil Ltda., trabalhando no melhoramento genético do milho híbrido. Depois de 10 anos foi convidado e mudou para a Cargill Agrícola S.A., com a finalidade de construir a unidade de Andirá. Nesta companhia permaneceu até sua aposentadoria, depois de quase 30 anos de trabalho. Na Cargill ascendeu desde encarregado de produção da unidade de Andirá até Diretor Corporativo do Brasil, Vice-Presidente encarregado da área de sementes e Gerente Geral de Sementes para a América Latina.

Desde que chegou em Andirá, sempre recebeu dos moradores daqui um excelente acolhimento, o que fez com que nunca mais saísse desta cidade, apesar dos vários convites para fazê-lo. Aqui, junto com a esposa Elzbieta, criou uma família com 3 filhos: Eduardo (economista), Ricardo (engenheiro agrônomo), André (biólogo) e uma filha: Christina (médica veterinária).

Na cidade, sempre atuou no sentido de ajudar no desenvolvimento comunitário, auxiliando de maneira total a todos os projetos que envolvessem progresso social e cultural. Foi diretor do Ingá Country Club em várias oportunidades, tendo inclusive assumido a presidência por algum tempo. Parece que até contava o número das árvores e notava quando alguma delas era indevidamente cortada. Fiscalizava com rigor e sempre atuava junto à Prefeitura no sentido de proteger nossas áreas verdes.

Atividades rotárias

Dentro do Rotary Club de Andirá, no qual foi admitido em setembro de 1972, ocupou vários cargos e, em especial, o de Presidente por 3 períodos. Companheiro participativo, alegre, humilde, dedicado às causas comunitárias, defensor intransigente do meio ambiente, foi sempre motivo de orgulho para todos que o conheceram e com ele tiveram o privilégio de participar das nossas atividades no clube e fora dele. Extremamente ponderado nas decisões, pensando sempre antes de falar, ouvindo mais que falando, sempre foi cordial em todas as ocasiões.

Além de suas atividades dentro do nosso clube, sempre foi ativo nas Assembléias, Conferências e Fóruns Rotários. Quase sempre bem humorado, lembramo-nos de que, em certa ocasião estávamos em Bandeirantes, numa reunião interclubes em que um companheiro do nosso clube (não me recordo quem), deveria apresentar um trabalho e, na data do evento teve um problema qualquer e não

pode comparecer. Todos aguardavam até o momento a chegada do nosso palestrante que, no final, não apareceu mesmo... Solicitou-se então ao companheiro Valdemar para substituí-lo. Vestido de bermudas (estava fazendo calor), não teve dúvidas e começou sua palestra dizendo: bem companheiros, hoje vocês de pegaram de "calças curtas". Foi uma gargalhada geral, descontraiu todo mundo e o Valdemar discorreu facilmente sobre o tema proposto e foi muito aplaudido no final.

Todos os seus amigos sentiram muito quando no último dia 13 de maio de 2002 receberam a notícia de seu falecimento nos Estados Unidos, tão longe da família e dos amigos, desempenhando um serviço rotário. Sobre ele, jamais poderemos escrever o tanto que representava para todos que o conheciam.

Aproveitaremos o texto que publicou a Carta Mensal nº 11 de maio de 2002, do Governador Alexandre Rachid Chueiri e que foi escrito pelo nosso companheiro Gerson Gonçalves, Governador Distrital em 1978/1979 e Diretor de Rotary International 1993-1995, cujo teor é o seguinte:

JENSEN SERVIU ATÉ O FIM

"Porque o sol se levanta com seu ardente calor e a erva seca e a sua flor cai e desaparece a formosura do seu aspecto." Tiago 1:11

Nossa vida é comparada por poetas e escritores à flor:" Todo homem é

Como a erva do campo e toda a sua beleza como a flor do campo. Isaias 40:6

A analogia é procedente.

Olhemos a flor como um ser vivo, parte integrante da natureza e elemento fecundador, gerador da vida. Se não houver flor não haverá reprodução da vida no reino vegetal. A flor embeleza os jardins, as margens das estradas, enfeita os interiores; a sua fragrância perfuma os ambientes.

Logo, se a vida humana é comparada à flor, então, nossa missão neste peregrinar pela terra deve ser a de melhorar o ambiente onde vivemos. Fecundar com idéias, com estímulo, com palavra ponderada e orientadora.

Se a flor nos ensina que devemos ser úteis, ela também mostra a sua fugacidade. Isto é, sua curta duração.

Quanto dura uma flor ?

O tempo suficiente para embelezar, para alimentar os colibris e abelhas, na sua missão também multiplicadora. Tempo suficiente para perfumar os ambientes humildes ou luxuosos.Cumprida sua missão, ela fenece – a flor cai e desaparece a formosura do seu aspecto. É inexorável. Vida fugaz, mas enquanto vive é útil, serve, melhora e transforma a paisagem ao derredor.

A vida da flor é uma vida efêmera.

Não foi isto que verificamos no dia treze de maio passado? Um vento frio colheu a vida do nosso companheiro Valdemar Jensen. E onde estava ele? Servindo como foi sua vida toda. Nosso companheiro foi colhido na cidade de Mt. Clemens, no Estado de Michigan, Estados Unidos, onde liderava um Grupo de Estudos da Fundação Rotária, junto ao Distrito 6380. Sua vida toda foi dedicada ao trabalho, família e comunidade. Por onde passou deixou marcas visíveis de sua grande participação.

Como engenheiro agrônomo, dedicou-se à melhoria genética do milho híbrido e à produção de sementes. Com ele convivi muitos anos, tanto no setor sementeiro como em Rotary e sou testemunha de uma vida dedicada ao servir.

Jensen enquanto viveu foi útil à sociedade. Melhorou com sua capacidade técnica e probidade os ambientes por onde passou. Sua esposa Elzbieta, seus filhos Eduardo, Ricardo, André e Christina podem se orgulhar da vida do marido e pai.

A vida do Jensen foi rica em qualidade; serve de exemplo para todos nós."

Gerson Gonçalves – Diretor de R.I. 1993/95

O Rotary International perdeu um dos seus mais valorosos membros e a sociedade andiraense um dos seus atuantes moradores com uma infinidade de serviços prestados à comunidade.

Gestões no livro

Na história do clube

Fonte: RAMOS, João Adirson et al. Andirá no cinquentenário de seu Rotary Club, cap. XIV, p. 696-699.